Gerusa Strunkis Advogada Viabilização cirúrgica

Quantas cirurgias deixam de acontecer pelas dificuldades para viabilizá-las?

Você avalia, indica o procedimento e prepara a documentação médica. Negativas, autorizações parciais e divergências sobre próteses e materiais ainda podem impedir a cirurgia. Atuamos na condução jurídica desses obstáculos.

Conheça os desafios da sua especialidade

Viabilização cirúrgica: três etapas, menos de dois minutos.

Cirurgiões concentrados durante uma operação
  1. Indicação médica e laudo
  2. Orçamentos de OPME enviados
  3. Autorização parcialA prótese indicada não foi autorizada.
  4. Cirurgia sem data definida

A indicação médica é o primeiro passo. A cirurgia também precisa ser viabilizada.

Entre o consultório e o centro cirúrgico há um percurso de autorizações. Em alguns pontos dele, o procedimento pode parar.

  1. 1Avaliação do paciente
  2. 2Análise de exames
  3. 3Laudo e documentação médica
  4. 4Solicitação da cirurgia
  5. 5Orçamentos de próteses, órteses e materiais
  6. 6Envio ao plano, IPE Saúde ou SUS
  7. 7Análise da autorização
  8. 8Negativas, limitações ou divergências
  9. 9Recursos e, quando cabível, medidas judiciais
  10. 10Decisão e definição da cobertura
  11. 11Planejamento e preparação da equipe

Percurso médico e assistencialOnde a cirurgia pode parar

A preparação definitiva da equipe e o planejamento da cirurgia devem considerar o resultado da decisão e as condições efetivamente disponíveis.

Negativa de cobertura
Recusa integral do procedimento.
Autorização parcial
Parte do que foi indicado fica de fora.
Divergência de materiais
Material autorizado diferente do indicado.
Próteses customizadas
Fabricação sob medida, com prazos longos.
Honorários profissionais
Remuneração do cirurgião e da equipe.
Anestesia
Cobertura dos honorários anestésicos.
Fisioterapia
Pré e pós-operatória.
Reembolso
Despesas já suportadas pelo paciente.
Demora na autorização
O tempo que compromete o planejamento.

Quando uma dificuldade não é resolvida, o procedimento pode ser adiado, comprometido ou deixar de acontecer.

Acessar a viabilização cirúrgica
Equipe cirúrgica em operação

O suporte jurídico pode acompanhar toda a jornada.

A atuação não começa necessariamente com uma ação judicial. Cada situação exige análise própria.

Análise e orientação jurídica

  • Avaliação das condições contratuais e assistenciais.
  • Análise da documentação encaminhada.
  • Identificação de possíveis limitações e obstáculos jurídicos.
  • Orientação sobre os caminhos disponíveis.

Conheça os desafios da sua especialidade

Em procedimentos complexos, o tempo também faz parte da viabilização.

Alguns procedimentos dependem de etapas sucessivas: autorização, aquisição e, às vezes, fabricação sob medida dos materiais. Diante de urgência comprovada, pode se justificar a busca de tutela judicial de urgência.

Quando há urgência, o caminho jurídico também precisa considerar o tempo necessário para que o procedimento aconteça.

Falta de tempo ou de recursos não deve ficar fora da análise.

Tutela de urgência

Em situações urgentes, quando presentes os requisitos legais, é possível ingressar com ação judicial e pedir uma liminar, para que o juiz analise o pedido com a rapidez que a situação exige.

A concessão depende da análise judicial.

Gratuidade da justiça

Pacientes sem condições de arcar com as despesas do processo podem requerer a gratuidade da justiça, desde que preencham os requisitos legais.

O benefício não é automático: depende da análise judicial.

Sua especialidade também enfrenta esses desafios?

  • Cirurgia bucomaxilofacialOnde a atuação começou
  • Ortopedia e traumatologia
  • Neurocirurgia
  • Cirurgia cardiovascular
  • Cirurgia vascular
  • Urologia
  • Cirurgia oncológica
  • Bariátrica e digestiva
  • Oftalmologia
  • Plástica reparadora
  • Outras especialidades cirúrgicas

Cada especialidade tem particularidades próprias. As dificuldades e a viabilidade jurídica variam caso a caso.

Você cuida da cirurgia. Nós atuamos na condução jurídica para viabilizá-la.

O cirurgião

  • Avalia o paciente e analisa exames.
  • Define a indicação médica.
  • Elabora laudos e documentos clínicos.
  • Especifica os materiais necessários.
  • Realiza o procedimento e acompanha o paciente.

A assessoria jurídica

  • Analisa os aspectos jurídicos e as condições de cobertura.
  • Orienta sobre a documentação sob o aspecto jurídico.
  • Conduz recursos administrativos.
  • Avalia medidas judiciais.
  • Acompanha juridicamente a demanda.

A indicação clínica, os diagnósticos, a escolha técnica de materiais e os documentos médicos são de responsabilidade exclusiva do profissional habilitado. A assessoria jurídica não substitui o médico nem interfere em sua autonomia técnica.

Outra frente de atuação: assessoria jurídica ao cirurgião

Sua atividade médica também precisa de proteção jurídica.

A rotina de um cirurgião envolve questões jurídicas antes, durante e depois do atendimento ao paciente.

Responsabilidade civil, contratos, consentimento informado, relações com pacientes e questionamentos sobre procedimentos são situações que podem exigir orientação jurídica especializada.

A atuação de Gerusa Strunkis também contempla assessoria jurídica aos cirurgiões, com foco na prevenção de riscos, orientação profissional e defesa de seus interesses.

  • Responsabilidade civil médica

    • Orientação jurídica em reclamações de pacientes.
    • Defesa em alegações de erro médico.
    • Acompanhamento de demandas indenizatórias.
    • Análise jurídica de situações envolvendo eventos adversos.
    • Orientação sobre documentação e preservação de provas.
  • Prevenção de riscos e segurança jurídica

    • Elaboração e revisão de contratos.
    • Revisão jurídica de termos de consentimento informado.
    • Orientação sobre documentos utilizados na relação médico-paciente.
    • Análise jurídica de fluxos documentais e protocolos.
    • Orientação sobre prontuários e registros médicos.
  • Defesa e representação profissional

    • Defesa em demandas judiciais cíveis e consumeristas.
    • Orientação em reclamações administrativas.
    • Notificações extrajudiciais.
    • Análise de conflitos com pacientes e prestadores de serviços.
    • Questões contratuais relacionadas à atividade profissional.
  • Suporte jurídico na relação com planos de saúde

    • Orientação sobre solicitações de procedimentos.
    • Recursos administrativos em negativas de cobertura.
    • Questões relacionadas a honorários médicos.
    • Discussões sobre credenciamento e prestação de serviços.
    • Análise de contratos e relações com operadoras.
  • Assessoria jurídica periódica

    • Consultoria jurídica para cirurgiões.
    • Assessoria para clínicas e consultórios.
    • Acompanhamento preventivo de questões jurídicas.
    • Contratos periódicos com escopo e remuneração previamente definidos.

A assessoria jurídica não precisa começar quando surge um conflito. A orientação preventiva também faz parte da segurança da atividade médica.

Conheça a atuação jurídica

A elaboração de laudos, diagnósticos e conclusões clínicas permanece sob responsabilidade exclusiva do médico. A atuação da advogada limita-se à orientação jurídica e à estruturação documental sob o aspecto legal.

Gerusa Strunkis, advogada

Gerusa Strunkis

Advogada,

Espaço para a minibiografia: formação, trajetória e experiência em Direito da Saúde. Texto a ser enviado pela Gerusa.

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Perguntas frequentes

Viabilização cirúrgica

A atuação ocorre apenas quando existe uma negativa?

Não. A análise jurídica pode ocorrer antes de uma negativa, considerando a documentação, as condições de cobertura e os possíveis obstáculos à realização do procedimento.

A atuação é somente com cirurgiões bucomaxilofaciais?

Não. A atuação começou na cirurgia bucomaxilofacial e abrange outras especialidades cirúrgicas, conforme as características e a viabilidade jurídica de cada demanda.

Há atuação em demandas envolvendo planos de saúde, IPE Saúde e SUS?

Sim, desde que exista fundamento jurídico para a atuação. Cada sistema possui regras e particularidades próprias, que precisam ser analisadas individualmente.

É possível solicitar uma liminar?

Em situações urgentes, quando presentes os requisitos legais, pode ser solicitada tutela de urgência ao Judiciário. A concessão depende da análise judicial.

O paciente precisa pagar todas as custas do processo?

A gratuidade da justiça pode ser requerida por quem preenche os requisitos legais. A concessão depende da análise judicial.

Há garantia de que a cirurgia será autorizada?

Não. Cada situação depende da documentação, das condições contratuais, da indicação médica e do regime jurídico aplicável. A atuação busca os caminhos juridicamente possíveis, sem garantia de resultado.

Quem contrata a assessoria: o cirurgião ou o paciente?

Depende da demanda. Quando se discute a cobertura do procedimento, o direito é do paciente: é ele quem contrata e assina a procuração. Questões do próprio cirurgião, como honorários e credenciamento, são contratadas por ele.

Indicar a advogada ao paciente pode trazer problema ético para o médico?

Informar ao paciente que existe orientação jurídica possível não é proibido. O que não pode existir é qualquer vantagem pelo encaminhamento, o que as regras de ética médica e da advocacia vedam. A decisão de contratar é sempre do paciente.

Quais documentos médicos costumam ser importantes?

Relatório médico detalhado (diagnóstico, histórico, tratamentos anteriores, justificativa da técnica e dos materiais, urgência e riscos do adiamento), exames, solicitação formal e orçamentos de materiais. A elaboração é do médico; a assessoria orienta apenas sobre os aspectos jurídicos.

O plano pode trocar o material indicado ou exigir uma marca?

O médico define as características técnicas do material. Pelas normas do CFM, ele deve indicar ao menos três marcas regularizadas na Anvisa, salvo justificativa. Se houver divergência técnica entre o médico e a operadora, as normas da ANS preveem a formação de junta médica ou odontológica.

O plano pode negar porque o procedimento não está no rol da ANS?

Desde a Lei 14.454/2022, o rol é uma referência básica. Procedimentos fora dele podem ter cobertura quando atendidos os critérios definidos em lei e pelos tribunais superiores. Cada caso exige análise.

Existe prazo para o plano responder?

Sim. A ANS fixa prazos máximos de atendimento, que variam conforme o tipo de procedimento. Urgências e emergências devem ser atendidas de imediato.

A negativa pode ser só por telefone?

O beneficiário pode pedir que a operadora informe por escrito o motivo da negativa e a cláusula ou norma em que ela se baseia. Esse documento é importante para um eventual recurso.

E quando a autorização é parcial?

É importante registrar o que foi autorizado e o que não foi, e pedir a justificativa por escrito. A partir disso, analisa-se se cabe recurso administrativo ou medida judicial.

O paciente já pagou a cirurgia ou os materiais. Ainda há o que fazer?

Em algumas situações pode ser analisado o reembolso, conforme o contrato e as circunstâncias da negativa.

Quanto tempo leva?

Depende do caminho. Um recurso administrativo costuma ser mais rápido. Na via judicial, o pedido de urgência é apreciado com prioridade, mas o prazo e o resultado dependem do Judiciário.

Vale para planos de autogestão e para o IPE Saúde?

Sim, com regras próprias. Pela Súmula 608 do STJ, o Código de Defesa do Consumidor não se aplica aos planos de autogestão. O IPE Saúde é um sistema estadual com regime jurídico próprio. Por isso a análise muda conforme o sistema.

Há atendimento fora de Porto Alegre?

Os processos eletrônicos permitem atuar em diferentes cidades. Fora do Rio Grande do Sul, a atuação frequente pode depender de inscrição suplementar na OAB do outro estado.

Como funcionam os honorários?

São definidos em contrato escrito, antes do início, conforme a complexidade da demanda e observando a tabela da OAB/RS. Valores não são divulgados no site, por exigência das regras da OAB.

Assessoria jurídica ao cirurgião

Recebi uma reclamação ou notificação de paciente. O que fazer primeiro?

Evite responder no impulso. Preserve o prontuário e os documentos sem alterações, não comente o caso em redes sociais e procure orientação jurídica antes de responder.

Posso corrigir o prontuário depois?

O prontuário não deve ser alterado. Complementações devem ser feitas como adendo, com data e identificação de quem registrou.

O termo de consentimento informado protege o médico?

Ele ajuda a demonstrar que o paciente foi informado, mas sozinho não afasta a responsabilidade. Tem mais valor quando é específico para o procedimento, escrito em linguagem clara, com riscos e alternativas, e entregue com tempo para o paciente refletir. Termos genéricos valem pouco.

O médico responde por qualquer resultado ruim?

Em regra, não. A responsabilidade do médico depende da comprovação de culpa. Em cirurgias estéticas, porém, os tribunais costumam entender que o médico se compromete com o resultado, o que muda a análise.

O plano glosou ou não pagou meus honorários. Há o que fazer?

Glosas e atrasos podem ser contestados conforme o contrato de credenciamento. A Lei 13.003/2014 exige contrato escrito entre a operadora e o prestador, com regras claras, inclusive de reajuste. Cada situação depende da análise do contrato e da documentação.

Como funciona a assessoria periódica?

É um contrato com escopo e remuneração definidos antes, que cobre consultas, revisão de documentos e acompanhamento preventivo de questões jurídicas.

Uma cirurgia pode estar indicada e, ainda assim, enfrentar obstáculos para acontecer.

Conte quais desafios aparecem na sua especialidade. São três etapas curtas.

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